Don Quixote
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Primavera em Dança | 2015
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Primavera em Dança | 2017
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Uai Q Dança 15 anos - London Pub
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Correndo atrás do amor
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Todo Cais é uma saudade de pedra
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Morte do Cisne - Carla
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O olho do dono
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Armando Duarte
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Rasa - Fernanda Bevilaqua
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Era uma vez...

Era  uma vez há muitos anos uma menina muito sonhadora. O nome dela: Maria dos sonhos da Silva. Essa menina nasceu em Uberlândia e foi morar em Belo Horizonte antes de completar um ano de vida. Lá nos belos horizontes, ao completar 4 anos, a maria dos sonhos sonhou dançar. E como num passe de mágica no seu jardim de infância teve aulas de balé com piano ao vivo e tudo. Dançou a valsa dos patinadores, a gata feliz e outras danças que eram mais do que ela sonhava. 

 

Ia para casa depois das aulas. Colocava suas bonecas no quarto e dava aulas intermináveis pra elas até sua mãe gritar: - Maria, chega de brincadeira. Ali, naquele quarto, Maria percebeu que brincadeira é coisa muito séria e queria ensinar sobre isso às crianças. 

 

Quando ela completou 7 anos sua mãe a inscreveu numa escola pública de artes: A Escola de Belas Artes, onde teve aulas regulares de balé clássico até os 10 anos de idade com um professor pra lá de exigente que quando dava aulas tocava um piano de calda ao mesmo tempo e ainda corrigia a todas e todos gritando: - Puxa a ponta… olha o endehor... prende o bumbum.” 

 

A Maria dos sonhos adorava ir para as aulas de balé com esse professor e mesmo com os machucados nos pés e um certo cansaço muscular, ela não parava de sonhar, dançar e ensaiar __ Maria já sentia ali que gostaria de fazer isso pro resto da vida. 

 

Um dia porém, ao assistir um espetáculo num grande teatro de Belo Horizonte, o Palácio das Artes, saiu arrebatada com a quantidade de danças tão bem dançadas e ensaiadas! Além do balé, tinham outras danças desconhecidas pra Maria.  E Maria sonhou ainda mais um sonho: Ela queria praticar todas aquelas danças. Sua mãe dizia: Minha filha não posso pagar essa escola, mas vamos lá pra saber o valor… quem sabe… Maria sabia que iria conseguir. Ela tinha uma certa fé no seu sonhar. Seu corpo inteiro sonhava e ela sabia do poder de seus sonhos!  Conseguiu. A mãe de Maria conseguiu meia bolsa de estudos para ela estudar tudo o que quisesse. O nome daquela escola era tão lindo: Balé Le Pappillon em francês e traduz-se por: Balé A Borboleta. O uniforme era vinho e tinha do lado esquerdo do peito uma borboleta bordada. Maria sonhou… sonhou usar um uniforme assim.  E usou. Maria embarcou nesse barco de conhecimento e foi estudar na prática: balé… que já  fazia e com um teste conseguiu ingressar  numa turma boa…  E mais: sapateado, dança moderna, jazz, expressão corporal , dança afro, teatro e dança contemporânea. Tudo isso!

 

Um sonho sonhado… e Maria sonhava com a hora de suas aulas. Suas tardes e noites eram plenas de movimento e aquele bom cansaço corporal que tinha sabor de quero mais, em todos os dias da semana. 

 

Sua professora, inesquecível era sua inspiração máxima, sua fada madrinha. Uma sábia fada. Ensinava para ela sobre os ossos. Sim… Maria aprendia balé juntamente com um aprendizado sobre os ossos do corpo. Dizem que ossos em hebraico quer dizer: essência. 

 

Maria confirmava a cada dia uma missão: Ser professora. Uma professora de dança com a missão de “ensinaraprender” assim tudo junto.  Queria ser uma educadora do corpo e queria seguir dançando! 

 

Aos 14 anos Maria foi chamada por essa professora fada para dar aulas. Pensa bem! Agora ela já  seria uma Maria dos sonhos feliz da silva. Maria não se cabia de tanta felicidade. Ao dar sua primeira aula, constatou a grandiosidade que era oferecer a alguém, a possibilidade de realizar sonhos e ser feliz dançando.  

 

Assim foi até os  18 anos, quando fez uma audição para um grupo experimental de Jazz na Fundação Clovis Salgado, onde funcionava entre tantos espaços de ensaio e aulas, o grande Teatro Palacio das artes, exatamente o teatro onde Maria assistiu pela primeira vez as diversas danças que as fizeram sonhar mais!  O Grupo  se chamava Transposição! Maria sonhou, estudou, praticou e para sua alegria, passou na audição.  E lá se foi. Foi ser feliz e realizar seu sonho, dançando com esse grupo incrível e dando aula na sua escola querida. 

 

Até que aos 19 anos, seus pais voltaram para Uberlândia. Maria não queria. Ficou nos belos horizontes estudando literatura no curso de letras. Sim Maria adorava literatura e resolveu por isso estudar Letras. E sonhava dançando e dando aulas. Levantava bem cedo, iara para a faculdade e passava o resto do dia entre as aulas que ministrava e as aulas e ensaios que fazia com seu grupo.  

 

Mas Maria sentiu saudades da família e resolveu voltar para sua cidade natal. Uberlândia. Ia seguramente seguir sonhando e dançando. Seu coração batia em compasso de sonhos, criações e dança, sonhos, criações e dança. Maria dos sonhos seguiu sonhando.  E foi assim que ela foi se tornando cada vez mais professora artista.  Ou artista professora? Ou arte educadora? Ou educadora artista. Maria criou tantas danças, em tantos espaços diferentes na cidade… dirigiu musicais… Os Saltimbancos era seu predileto… com música ao vivo e tudo… músicos profissionais. Maria aprendia. Maria criava. Maria sonhava e dançava junto de seus alunos. 

 

Um dia Maria casou-se e teve sua primeira filha: Uma sereia praticamente. Maria dos sonhos: Mãe da sereia das águas doces. Maria seguiu sonhando e dançando, com a sereia das águas doces. Maria se separou e seguiu sonhando, dançando e criando juntinho da sereia das águas doces. Depois de um tempo Maria se apaixonou perdidamente por um moço chamado: Raimundo realizador de sonhos. Um moço que cuidava de animais, muito inteligente, muito estudioso e que se apaixonou também por Maria. Esse moço disse: - Vou construir para você Maria, uma escola de arte que será reconhecida no mundo inteiro…. 

 

Maria levou um susto… ela nem sonhava com essa possibilidade! Ela só queria continuar sonhando, criando, dançando, amando o Raimundo e maternando sua filha: Sereia das águas doces. Mas.. Raimundo o Rai, realizador de sonhos teve um lampejo de desejo de realizações e disse à Maria: - Vamos sonhar essa escola juntos?  

 

E foram. Plim! Com um tanto de suor e muito sonho Maria e Rai, alugaram uma sala grande no segundo andar de um predinho pertinho do Teatro Vera Cruz. Um teatro lindo de Uberlândia que passou a ser chamado depois de Teatro Grande Otelo. Hoje não tem sombra desse teatro mais. Mas essa é outra história e bem triste! 

 

Maria seguiu em sonhos! Sonhou dançar nesse teatro e sonhou que suas alunas pudessem dançar muito nesse teatro, pertinho da sala alugada por Rai para ser seu espaço de aulas. Lá  aconteciam aulas e mais aulas de dança.  Não é que Maria dava aulas de todas aquelas danças que estudou e dançou por tanto tempo nos belos horizontes? Muitas crianças e jovens foram chegando com suas famílias. Ali já havia um grupo que Maria havia criado antes de ir para essa sala. E esse espaço, studio , escola de artes recebeu o mesmo nome desse grupo de dança o qual Maria havia formado. O nome do grupo espaço de dança era interessante, singular, plural e _____________ 

Maria engravidou de sua segunda filha. Deu aulas do primeiro ao nono mês das 8hs às 21hs, todos os dias nessa sala repleta de alunas sonhadoras como ela.  Nasceu sua outra filha. O nome dela: Branca Linda formosa da liberdade.  Já nasceu em meio aos 

“Fragmentos da Memória, nome do primeiro espetáculo desse espaço, escola, sala ____Foi no Teatro Vera Cruz. Sim!! Maria sonhou e ____foram dançar logo alí. O espetáculo terminava com uma música que se chamava “Como nossos pais”, interpretada por uma das cantoras prediletas de Maria. Era assim: Não quero lhe falar meu grande amor... das coisas que aprendi nos livros, quero lhe contar como eu vivi e tudo o que aconteceu comigo… viver, é melhor que sonhar______ Maria sonhava… e vivia. Vivia sonhando e sonhava vivendo. Sereia das Águas doces dançou pequenina, com 5 anos e Branca mamava no colo de Maria na cabine técnica. Maria, Raimundo, Sereia e Branca seguiam sonhando, dançando criando e sendo família juntamente com a família do coração que ia sendo criada dentro desse espaço, sala, escola. Família composta por alunos, famílias e professores e todos que ali ficavam. Gente que ensinou à Maria, muito mais do que ela sonhava aprender. Ensinaram-na sobre afeto  e sobre agradecer.  

 

Pois bem, depois de um ano, lá estava essa escola indo para um outro bairro da cidade. Um lugar charmoso e aconchegante, cheio de histórias e rodeado de outros espaços culturais. Isso bem no coração da Uberlândia dos anos 90. 

 

E assim essa escola, espaço artístico, foi tomando corpo com a família Raimundo, Maria, Sereia e Branca que se juntava com a família do coração alunos, mães, pais, tias e tios, sobrinhos e netos e com professores que se uniam a esse sonho de Maria, como se fosse deles. 

 

Uma família crescida, tão crescida que agora Raimundo podia dizer: - Está vendo Maria, como esse espaço de arte iria ser conhecido no mundo inteiro?  

 

Incrível, porque os grandes artistas de dentro e de fora vinham mesmo para esse espaço. Acreditavam na potência e força dele! Sonhavam também juntamente com Maria dos Sonhos.  

 

E___De um espaço com apenas uma sala, agregou-se no aluguel mais uma sala. Eram duas salas enormes, um vestiário, uma cozinha, um escritório e três banheiros.  

 

E_______ como sempre Maria seguiu sonhando... um teatro? Esse sim… um grande e quase inimaginável sonho... Em 1998 o realizador de sonhos , Rai não mediu esforços e  agregou mais uma sala ao espaço, transformando-o num teatro. Um teatro! Um sonho sonhado junto é um sonho que tem poder de acontecer. E foi assim que professoras, professores, alunos e alunas, famílias e amigos sonharam juntos esse sonho: Serem todos plateia, artistas, fomentar a arte para mais pessoas na cidade e fora dela.  E assim foi acontecendo tecituras de corpos em comunhão que conferiam poder aos sonhos. Rai o Raimundo realizador de sonhos, seguiu nos ensinando como transformar sonhos em realidade. Ele dizia: - Há que ser paciente, realista, curiosa(o), ter planejamento e não pode faltar o sonho!  

 

Quantas estudantes, professoras e professores  que formados nesse espaço e fora dele, circulavam por ali, devotando amor, dedicação e suas forças de trabalho. Quantas crianças felizes que circulavam ali cheias de confiança e vontade de dançar... Quanta gente que aprendeu a sonhar e realizar… quanta gente que aprendeu que brincadeira também é coisa séria! Quanta gente feliz! Sim… porque um crítico de artes muito reconhecido e respeitado, do Jornal O Estado de Minas, o Marcelo Avelar, escreveu uma vez sobre esse espaço de arte: “Cuidado com o Uai Q Dança, senhores.

“ Quem circula lá dentro, alunos, professores, pais, amigos, comete as duas maiores atrocidades que o homem moderno pode imaginar: eles querem ser felizes, e fazer outras pessoas felizes. E, pior de tudo, nem ao menos se conformam com a ideia de felicidade que a publicidade propõe - invejar, comprar, ter. Exigem outra completamente distinta - colaborar, construir, ser. Em resumo, querem acabar com o mundo como o concebemos, e construir outro muito, muito melhor. Uma ambição que, em certos lugares e certos tempos, vem merecendo pena de morte”.   

 

O espaço de Maria e Rai foi batizado em 1991 com o nome do grupo que foi criado em 1990: Uai Q Dança.  

 

E o teatro dentro do uai Q Dança se chamava: Palco de arte, como Maria e Rai sonharam juntos. E realizaram! 

 

Muita platéia naquele palco, arrisco a dizer mais de 50 000 pessoas durante 32 anos. Pessoas do mundo inteiro. Artistas do mundo inteiro. Mais de 1000 estudantes ali circulando, estudando se formando pessoas críticas e mais sensíveis___ e muitas(os)  professoras(os)  que antes eram alunas 

(os) voaram com as asas que eles confiavam ter, pois nesse espaço artístico era vivido e experimentado desde o sonho primeiro de Maria, que se formariam ali, corpos autônomos que se conhecem e  se reconhecem, que tem planos, ideias próprias e seguem caindo e levantando, aprendendo a ser um sendo muitos e aprendendo que os sonhos têm poder. 

 

Uma utopia, um sonho de autonomia. Maria sonhava ver pessoas se formando em: Corpo autônomo, Corpo que pensa, Livre dançar, Arte /vida, mais do que pessoas que se formam em balé, jazz, dança moderna ou dança simplesmente.  

 

Maria, Raimundo, Sereia, Branca e junto com eles, profissionais sonhadores, famílias do coração sedentos de dança se juntaram durante todos esses anos, dando corpo e trabalhando juntos para que esse espaço se mantivesse bonito e pleno de afetos. Uma extensa família do coração ia se criando e continuava-se então em outros países, estados e cidades esse intenso sonhar, criar, dançar. A dança não cabia mais em caixa alguma. A dança passou a ser movimento de todo dia onde quer que estivéssemos todos.  

 

Uma imensa chuva de gratidão então foi caindo sobre Maria. Todas as vezes que Maria sonhava, essa chuva caía para que ela se lembrasse que a gratidão e o reconhecimento são os movimentos mais  preciosos do mundo. Maria continuava a sonhar... 

 

Em 2016 foi oferecida uma sociedade desse espaço de arte aos profissionais que incondicionalmente estavam alí trabalhando, juntando-se aos sonhos e sonhando junto. Profissionais que têm alegria nos olhos e no coração e viveram juntos cada sonho, mas também cada conflito, cada conquista e acreditaram que esse espaço de arte é maior do que todos nós juntas(os, es).  Essas profissionais chamam-se Rosane Chagas, a tia Ro e Panmela Tadeu, a Pan!

 

Tia Ro há 30 anos segue em frente e com um equilíbrio e forças, alegria e  lealdade que Maria jamais sonhou ter por perto. E Panmela que há 19 anos também sonha junta!! Uma vida inteira dedicada e incessantemente buscando se formar e informar, com toda sua alegria, sede de realizações, força, disposição e inquietude próprias. 

 

Tia Ro e Panmela, juntamente com Maria, Rai, Sereia e Branca formaram uma sociedade dos poetas da resistência nessa Uberlândia das artes.  Existe uma família biológica que se uniu a uma família do coração.  

 

Até dezembro de 2021 estivemos em sociedade e sonhando juntos dentro do uai q dança e para o uai q dança.  

 

Sereia, codinome, Iara nadou pra muito longe, estudou e viveu para lá do oceano. Voltou e foi.. voltou e vai para um belo horizonte de onde veio a sua mãe maria dos sonhos. Ela vai seguir seus sonhos como sempre fez. E Branca, codinome, Clara,  voou para além do oceano também no ano de 2016. Casou-se e junto com seu amor artista e sonhador foram sonhar juntes, sonhos de arte nas terras de onde vieram os avós da Maria, sua mãe.  

 

Raimundo codinome, Eduardo e Maria codinome, Fernanda, que sonham desde 2016 sonhos de liberdade e se sentem confiantes nas asas que ofereceram a todos que passaram por esse espaço, na autonomia de corpos cultivada no movimento de cada dia, se sentiram tão realizados contemplando a grandeza do uai q dança e tudo o que esse espaço propiciou para  a cidade ao longo desses 32 anos, que seguiram sonhando, só que agora num outro tempo/espaço.  

 

Hoje Fernanda que dos 4  aos 57 sonhava, dançava e criava quase 12 horas por dia e em fins de semanas, feriados inteiros e férias, tem 58 anos, vó do Gael que é filho da Sereia, e Eduardo, um veterinário que virou sapatilhas aos 26 anos e dedicou-se a ensinar mais de mil seres a realizar sonhos, hoje com quase 59 anos, entregam de corpo e alma a responsabilidade de gerir, administrar, dirigir e orientar esse precioso espaço que criado onde estiveram  à frente até 2021, à querida Panmela Tadeu. É ela, juntamente com a tia Ro, professoras e companheiras Gisele, Cecilia e Amanda que seguem lado a lado com vocês queridas famílias e estudantes de dança. É a Panmela, que com seu jeito próprio de ser, sua individualidade e seus sonhos próprios, irá gerir a partir de agora esse novo Uai Q Dança e temos a convicção no coração: Será lindo, será forte porque será com novos e frutíferos sonhos de quem aprendeu a sonhar e realizar, nessa mesma  uai q dança. 

 

Seguimos agradecendo: 

 

Panmela, nosso cérebro, nosso sistema circulatório e nossa sistema motor, nós te honramos e agradecemos imensamente por  seguir e permitir que o espaço físico do Uai Q Dança se mantivesse aberto e vivo.

 

Tia Ro, nossos pulmões, nossas mãos, nossa pele e nosso sistema digestório, não existem palavras para descrever o que foram esses anos ao seu lado, mas pode-se falar  seguramente sobre você que a  verdade e honestidade são suas principais virtudes, o que nos permitiu criar laços de respeito e muito amor. 

 

Giselle , Cecilia e Amanda que são as células que se renovam a cada dia, trazendo frescor e elasticidade ao espaço e à dança do Uai q dança,  somos gratos por terem persistido! A todos os professores e profissionais da limpeza, da secretaria, portaria e prestadores de serviços lindos que já passaram pelo Uai Q Dança o  mais profundo respeito, gratidão e consideração!  

 

 

Aos artistas amigas, os, es e outres amigues que nos aconchegaram sempre com palavras de apoio e reconhecimento, nosso afeto sincero!

 

Às  filhas Clara e Iara, genro Gui e nosso neto amado Gael, que a vida continue sendo generosa conosco para, agora, com mais tempo, desfrutarmos mais e com mais amor ainda das suas companhias.   

 

E finalmente e com todo o coração reconhecido e grato, a cada uma das famílias que estão que estão e estiveram no Uai Q Dança lado a lado e sonhando juntas, um agradecimento infinito, por apoiarem, acreditarem nos projetos de educação e arte, sonharem juntos, apontarem as falhas sempre com sinceridade e respeito _____Por terem permanecido no uai q dança, durante essa pandemia dura e cruel e num ato de solidariedade, respeito, resistência, empatia e esperança ___ por terem confiado no  projeto de corpos autônomos para além do aprendizado técnico, por  oferecerem seus afetos e compreensão sempre, recebam de nós o que há de mais sincero. Nossos sonhos  para um país mais justo, sem desigualdade, com corpos autônomos, mais saúde, mais arte e cultura para todos, sem violência, mais árvores plantadas e menos degradação ambiental seguem em movimento e sempre perto de vocês, contem conosco sempre que precisarem. Eu, Fernanda, continuarei movendo sonhos e a se mover com crianças, jovens, adultos e velhos no Uai Q Dança, e no quintal de  casa. Abre-se espaços agora,  para projetos voluntários onde eu e Eduardo  possamos nos dedicar com mais tempo, aspirando um mundo mais pacífico. Abrem-se espaços para cuidarmos das flores, da horta e do pomar, para contemplarmos, sem pressa as nuvens que se movem no céu, abre-se espaço para estar mais em família, vivermos a avó e o avô que nos tornamos. e Contemplarmos a maturidade das filhas que seguem também sonhando seus sonhos.  

 

 Que toda e todo estudante se arte nesse país tenha o direito de sonhar e realizar seus sonhos e projetos de arte! 

 

Pedimos a vocês que possam continuar confiando nesse projeto Uai Q Dança que agora passa a ser dirigido e  coordenado pela Panmela Tadeu que passa também ser agora  a única proprietária!

 

Fernanda Bevilaqua e Eduardo Bevilaqua